… ou melhor, sinestesia!

No “começo” da manhã – 11 horas de uns dias para cá – ou no finalzinho da noite sempre é a melhor parte do dia para se ter idéias. Pois é, acordei pensando em que eu poderia começar a escrever aqui no TD. Até que a Mari teve uma boa idéia. Claro! Afinal foi por esse motivo que os toques do teclado estão fervorosos por aqui – confesso, há um pouco de exagero nisso. Vive la musique!

Ah, prometo não fazer daqui um momento nostalgia, até porque eu também não sou tão velha assim para me lembrar de “coisas da minha mocidade”, até porque eu ainda estou nela. Minha paixão, que hoje se tornou mais que um vício, começou muito cedo. “Sgt. Peppers” me perseguia em casa nos finais de semana, assim como “The Dark Side of the Moon”. Coisas do papai. E confesso que agradeço a ele por isso. O que seria de mim se tivesse escutado polca paraguaia. Opa! Não desmerecendo a tradicional polca, mas acredito que não teria surtido o mesmo efeito.

Não dava o braço a torcer de jeito nenhum. “A day in the life” me fazia esconder embaixo do sofá. Sim, era medo mesmo. Até hoje tenho um pouco. E por ter um gosto um tanto quanto “diferente” das outras menininhas do colégio, me sentia a parte dos grupinhos e panelinhas. Triste.

Sim, legal, eu confesso que o meu primeiro CD que eu ganhei foi do N’Sync. E eu gostei mesmo, era meio viciada, “coisa da idade”. Porém, uma porta se abriu para o underground quando, ao comprar “Is This It”, me deparei com a voz de Lou Reed. Pensei comigo, minha vida tinha mudado significadamente. E agora não foi exagero meu. Mas que até hoje me arrepia escutar “Heroin” do famoso disco da banana do Warhol, arrepia. Aquele backin’ vocal de Jesus alucina qualquer mortal.

Compras? Algumas vezes. Até hoje vivo sem mesada de papa. O cash vem depois de esclarecer o motivo e onde ele será investido. E dizer que um álbum do VU, de quase 50 pila era um bom investimento, digamos que não convencia, muito. Há algum tempo até ia às lojas e comprava alguns na minha época de “Vines e Hives”. Isso passou. A evolução foi de Napster, Kazaa e Emule para Rapidshare, Lastfm e Deezer – sendo o último o meu preferido. Qualquer dia conto mais desta minha preferência. E o passeio até as lojas parou como também a quantidade delas diminuiu na cidade. “Morfei” de cliente para caroça – pessoa que fica na loja de cds só olhando, olhando.

É, vicia mesmo. E falando em sentidos, o ouvir é o mais nobre deles. O sentimento flui junto com a audição, mais que visão, tato. É simples. Já imaginou aquela famosa cena do Titanic em que o Jack e a Rose estão na ponta do navio? Agora retiremos a baladinha da Dion e coloquemos um, vejamos, Bernard Hermann – aquela musiquinha macabra de Psicose. A imagem não consegue dizer a mesma coisa. O mesmo não aconteceria se os papéis se invertessem, pare e pense. Por isso confesso que sou viciada. E vive la musique!

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~ por eloacruz em 9 julho, 2008.

Uma resposta to “… ou melhor, sinestesia!”

  1. eloá, gostei muito do seu texto. Boa inauguração!

    : * sucesso para nós!

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