Knights Of Cydonia

 

Ok, resolvi compartilhar minha alegria com vocês, seletos leitores do TC. Amanhã (31) é o dia do grande, magnífico show do Muse em São Paulo no HSBC Brasil. Simplesmente um dos 50 melhores shows da história segundo a revista Classic Rock Magazine.

 

Não conhece Muse? Então está na hora de conhecer e ainda dá tempo. Pra quem não sabe, eles fazem um sucesso danado lá na terra natal deles (Reino Unido). Vou dar um exemplo concreto: sabe aquele estádio Wembley? É, aquele no qual o Queen gravou aquele dvd bem famoso que todo pai de família tem? Então. Esse ano o Muse também gravou um dvd nesse mesmo estádio chamado H.A.A.R.P. Pois é, deu pra perceber o poder do trio né? Na verdade é um trio que vale por muita coisa.

 

Calma, vou explicar. Há boatos de que o vocalista da banda, Matthew Bellamy, tem uma anomalia nas cordas vocais, que são mais curtas que o normal… O que faz com que ele chegue a alcançar G#6!!! Tá, se na teoria você não consegue imaginar, vai ouvir que fica mais fácil de entender. Se isso for verdade, concluo que talvez o Mika tenha essa mesma anomalia, pois alcança 4 oitavas com a voz.

 

Ok, voltando ao Muse, além de Bellamy possuir essa talvez vantajosa característica, ele toca piano e guitarra virtuosamente. E é criativo. Pra acompanhar o pique, Christopher Wolstenholme, o baixista da banda, é tão foda que, no início tocava bateria e depois resolveu que seria o baixista da banda. Simples assim. Oi, não sei tocar baixo, mas vou ser o baixista da banda. Agora, Chris é considerado um baixista exemplar na cena musical, e olha só, até Sir Paul McCartney elogiou sua performance no festival Glastonbury 2004. Ouviu? Sir Paul McCartney!

 

Com isso, a habilidade dos músicos da banda começou a ser vista como qualidade em uma era de aversão a virtuosismo. Dominic Howard, o baterista, tem como influencias bandas como Radiohead, Rage Against The Machine, Pavement, Smashing Pumpkins e acredite, gosta de uma bandinha feminina que achava que só eu conhecia chamada The Like.

 

Pela primeira vez aqui na América do Sul, a banda promete tocar os sucessos que a consagrou como única. Um setlist bem variado, para todos os gostos. Confesso que sinto falta de algumas músicas, mas nada é perfeito né? Mesmo assim estou empolgada para bater palminhas na hora de Starlight e cantar falsetes em Supermassive Black Hole.

 

Aqui está um trecho da entrevista que Christopher Wolstenholme deu ao portal de notícias G1. Acho que ele conseguiu representar com muita clareza a proposta da banda.


O que os fãs podem esperar dos shows no Brasil?

Há muito tempo tínhamos vontade de vir à América do Sul. Finalmente conseguimos vir ao Brasil, e espero que seja a primeira de muitas vezes. Os locais dos shows são menores do que a gente normalmente faz, portanto vai ter de ser uma versão menor do show. Sabemos que as pessoas esperam um grande espetáculo e não vamos decepcionar ninguém, prometo. Vamos fazer um show o mais grandioso que pudermos. E, certamente, será uma apresentação muito intensa, como tem sido toda a turnê.


Vocês surgiram num cenário de forte herança do punk, mas vieram na contramão, com uma proposta baseada no virtuosismo musical. Você atribui o sucesso do Muse a esse virtuosismo?

Nós apenas tentamos tocar nossos instrumentos o melhor possível, e isso não é nada de especial, afinal, é nossa profissão. Não nos consideramos virtuoses, apenas tocamos da forma correta. Não queremos exagerar para um lado nem para o outro. Me irrita ver bandas tocando tudo perfeito demais. Mas, por outro lado, há artistas que se contentam com qualquer porcaria, desde que pareça “cool”. Tentamos buscar um equilíbrio; queremos ser bons músicos, mas também queremos tocar com emoção. Quando a música é perfeita demais me deixa até enjoado.  


Que tipo de música vocês passaram a ouvir?

Música clássica, por exemplo, que exploramos mais recentemente. Mozart, Chopin, Rachmaninoff. A música clássica hoje é uma das nossas principais influências. Queremos atingir um som extremamente pesado, poderoso, sem um monte de guitarras ou de efeitos. Então, buscamos referências da música clássica. 


E as letras? Quais são as principais fontes de inspiração?

Cada álbum foi um processo diferente. Os dois primeiros foram inspirados em experiências pessoais, relacionamentos e coisas assim. Já os dois últimos falam sobre a situação política global, coisas que têm acontecido no mundo nos últimos oito anos. Falamos sobre conspirações e corrupção, sobre como não conseguimos mais confiar em nossos governantes. Também temos letras inspiradas no espaço, em aliens e coisas assim.

 

Como você pretende aproveitar esses dias no Brasil?
Quero concentrar nos shows. Sei que muita gente espera pelo nosso show há muito tempo e já imagino aquela multidão cantando e pulando na minha frente. É só nisso que eu consigo pensar agora.


Vou te dar mais dois outros motivos pra gostar da banda, ok?

Primeiro: Olha, eles são bonitinhos e tocam muito bem.

Segundo: O baixo de hysteria é legal. quem quiser o bassline, é só pedir : )

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~ por mariloki em 30 julho, 2008.

2 Respostas to “Knights Of Cydonia”

  1. É, titiozão Paul MCartney tem razão, os garotos não são pouca coisa mesmo. E concordo plenemente com o Chris, música muito perfeitinha não dá mesmo, mas também sem exageros, pirações e plágios de musicalidades “cool” que existe por aí. Vamos desejar boa sorte (sim, é preciso) e bom show a nossa cara correspondente Mari, em São Paulo.

  2. hahaha
    adorei o “seletos leitores”
    o meu blog também, não é que tenha poooucos leitores, é que eles são seletos….
    nada se compara à alegria da mari ao dizer que vai chegar às 6 horas pra ver um show que começará as 10.

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