No Toca Discos: Cosmonave

Perceber as influências pode ser fácil, mas colocar um estilo para eles? Hm, difícil. Rock? Sim, claro que é. Porém, saber de qual rock aqui que estamos falando talvez seja coisa de outro mundo mesmo. E esses garotos, (da esq. para dir.) Ricardo na batera, Matheus Canali na guitarra, Yuri Lemos no baixo e Yan Lemos na guitarra e vocal, não estão muito preocupados com isto. O importante é curtir o som sem rótulos ou pré conceitos. Afinal, tudo é rock’n roll mesmo, especialmente este, que é coisa fina. Apresento para vocês a Cosmonave, uma banda nova curitibana e que faz um som muito bom pela cidade rock. Quem já os ouviu sabe do que eu estou falando. Segue a entrevista.

TD – A banda existe desde o ano passado, e antes disso alguém de vocês já tocavam em alguma outra banda?

Yan – Eu tocava com o Matheus, lá em casa, daí a gente tinha a idéia de montar uma banda. E o Ricardo meio que tava aprendendo a tocar bateria sozinho, na cama dele, numa cadeira..

Ricardo – Bateria imaginária.

Yan – Comprou uma baqueta e foi treinar. Eu passei umas bases pra ele que eu tocava um pouco que bateria. E nisso ele comprou a batera dele. Quando ele comprou a batera dele a gente começou a ensaiar. Daí o Yuri entrou para banda um pouco depois, e a gente não tocava, nunca tocamos. A primeira banda e sempre fazendo música própria.

TD – Eu tava lendo no MySpace de vocês que vocês pretendem, através da música, mostrar a realidade contemporânea do mundo. Qual é essa visão de vocês?

Yan – Depressão é o mal do século. As letras, o que a gente mostra nas nossas letras é um certo desespero, fala de amor, fala da vida, dos amigos, da sociedade. Uma coisa que eu sinto muito no mundo é a depressão. Todo mundo quer se cortar, ou quer chorar.

Yuri – A gente mostra para as pessoas as músicas para elas falarem assim: “Putz, é assim cara”. As pessoas já chegaram e falaram: “Poxa, eu me identifico com as suas letras”. Porque a gente passa uma coisa verdadeira.

TD – Mas alguém já teve depressão ou já fez alguma coisa para poder escrever?

Ricardo – Não. Nós somos pessoas muito felizes (risos). A gente é meio fechado e tal, mas nunca passamos por depressão, ficar mal, trancado. Claro que alguma vez na vida, como sempre tem, mas não de ficar trancado no quarto compondo canções para lançar a minha banda. Não, sempre quando dá na telha eu vou lá e escrevo que eu to sentindo. Sobre alguém que eu conversei ou sobre alguma coisa.

Matheus – Se a gente fica mal a gente vem tomar uma cerveja (risos). E quando ta bem também.

TD – No MySpace de vocês também fala muito em rótulos, na sociedade que rotula muito. E queria saber se vocês falam isso porque já foram rotulados…

Yan – Hmm, não.

Yuri – Eu não me importo. Curtindo o nosso som, podem chamar a gente de “axezeiro”(risos).

TD – Acho que não vão chamar vocês de “axezeiros”. Mas aquela coisa de música alternativa…

Yan – O rock em si já é uma forma de fazer música, dar liberdade de fazer o que você quiser. E o que você quiser é o punk, o alternativo, o hardcore. É rock’n roll, tudo é rock’n roll. Sei lá, nunca rotularam a gente, nunca vieram falar: “Opa, a banda é assim ou assado”.

Matheus – Talvez já tenham falado.

Yuri – Uma vez vieram perguntam: “Mas porra, o que vocês são?”. E a gente fala, é isso aí, não tem que decifrar, só curte.

Yuri – Hoje, o que ta na mídia, o que você vê? Banda enlatada, você sabe que “putz, mais uma banda que toca esse tipo de som, esse tipo de guitarra, esse tipo de letra”. A última coisa nova que apareceu, por incrível que pareça, foi, sei lá, Charlie Brown.

Yan – Charlie Brown, Charlie Brown mudou tudo.

TD – E as influências?

Yan – Faça o seu som. Use aquilo que você gosta para enriquecer o seu trabalho junto com outras coisas. Escuta hardcore, mas escuta jazz, ta ligado.

TD – Mas o que vocês usam para fazer as músicas que vocês? Axé não né…

Yan – Não. A gente diz, escute para poder criticar. Não fica falando, ahh porque isto é uma merda. Vai que você ouve e acha até interessante, às vezes, alguma batida.

TD – Mas pelo jeito vocês têm influências bem diferenciadas…

Yuri – Sim e não. A gente gosta das mesmas coisas e gosta de coisas diferentes.

TD – A gente queria ter uma idéia de onde vem as influências de vocês…

Yan – Nirvana, The Vines, Beatles. É uma cosia diferente, de Caetano Veloso a Led Zeppelin.

TD – E vocês pretendem um dia sair daqui?

Matheus – A gente vai sair daqui, nem que a gente morra em São Paulo…

Yan – A gente não ta apressado, a gente não ta afobado. A gente acha que isso vai acontecer. Enquanto não der o Yuri estuda. Além da banda a gente tem que trabalhar, faculdade. Então é uma coisa que vai, relativamente, crescendo. A gente vai tocar, vai criar nome, e quando a gente tiver a oportunidade a gente vai fazer o possível.

TD – Vocês sempre usam o mesmo setlist nos shows?

Yan – Não. Ontem eu saí do bar porque eu tinha que resolver uns lances e quanto eu voltei já era hora de tocar, e eu subi no palco e na hora que ia começar eu falei: “Qual que é?”. E o Bozo (Ricardo): “Não tem set, cara”. E eu falei: “Como assim?”. Aí ele falou, “ah, vai alucinado fantasma”. E aí a gente começou com uma e o show foi. “E agora a gente vai tocar”, aí eu olhava para alguém da platéia e “fala uma”.

TD – Vocês não acham que estão formando um grupo fechado entre as bandas Cosmonave, Trem Fantasma e Crocodilla?

Yan – Não, a gente quer mais bandas. Venham, venham…

Yuri – Se a gente der certo primeiro a gente quer puxar todo mundo junto, ta ligado. Tem, que ter uma união, ta ligado. Como é que funciona em São Paulo? Isso vem da década de oitenta, cara. Com Titãs, Ultraje a rigor, Capital Inicial, tudo essas bandas. Só tinha uma alternativa cara. E eles trabalhavam juntos. Não fechavam show por menos de tanto, não gravavam por menos de tanto.

Yan – O rock Ascende Curitiba, acho que não deu mais certo, não sei, era um lance legal que já reunia as galeras, com reunião no Porão com o pessoal das bandas, mas não foi para frente.

TD – Vocês fazem cover às vezes?

Yuri – Não, a gente não acredita em cover.

Yan – A gente não acredita em cover.

Yuri – A gente acredita, esporadicamente, em novas bandas.

TD – E nem no ensaio rola?

Yuri – Rola cover de Trem Fantasma, Crocodilla.

Yan – Rola. A gente toca uma versão de John Lennon, por ser John Lennon, e uma música da Mordida. Uma versão também, não é um cover.

Bom, a gente vai ficando com a entrevista por aqui. Quer saber mais? Entra no MySpace dos meninos, http://www.myspace.com/cosmonave e veja que eu estou falando a verdade aqui. Lá também é possível ver a agenda de show deles, para quem quiser conferir ao vivo.

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~ por eloacruz em 16 agosto, 2008.

14 Respostas to “No Toca Discos: Cosmonave”

  1. pra quem diz q curitiba é fria
    ai está mais uma banda boa pra esquentar a cidadela

  2. Gostei pra caramba, mas eu nem falei tão pouco assim!

  3. Vôos altos para a Cosmonave!!! som competente pra voar na velocidade da luz eles têm!!! Sucesso!

  4. O pouco que eu falei tá sendo mostrado como fala dos outros, auhsauhsaushasasas

  5. já resolvemos estes problemas técnicos ricardo!

  6. o bozo é gay!

  7. minhas perguntas sobre a vida sexual dos integrantes foram censuradas, mas tudo bem

  8. hahahaha serio?

    po sacanagem, quem censurou?

  9. hahahaha
    oorra!!
    na vero as respostas nao estavam muito claras, e segundo o que o próprio yuri disse, poderiam comprometer. tenho provas!

  10. vamos parar com essa pouca vergonha aqui!

  11. orra, chegou impondo o respeito no negócio!

  12. oba, bate papo na página de comentários!
    pornografia aqui é censurada, igual no bate papo do terra, só pra avisar!

  13. po sacanagem pessoal mó ditador nesse blog!

  14. dae galera da cosmonave vcs tocaram pacas no aniversario da luisa quando q chega o cd?

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